sábado, 26 de janeiro de 2013

O Velho e o Mar

O livro "O Velho e o Mar", escrito por Ernest Hemingway em 1951, tem como personagem principal Santiago, um velho pescador cubano que não tem tido sorte em suas últimas jornadas no mar, mas que mantém-se esperançoso. Desde a perda de sua mulher, é um homem solitário, exceto pela companhia de Manolim, um jovem aprendiz da pescaria. Após 81 dias de pesca sem sucesso, Santiago lança-se ao mar crente de que, no 85º dia, terá sorte. O velho acaba por afastar-se mais que o costume, indo além dos outros barcos-pesca, onde consegue fisgar um peixe que o carrega para cada vez mais longe. Santiago agarra-se a linha que prende a presa como quem se agarra a última esperança. Sua vida unida ao do Espadarte, ao qual acaba se apegando ao longo dos dias.
O livro não conta somente a história de um velho pescador que, com um pouco de sorte, agarra o maior peixe que já viu, mas narra a jornada de um homem que vê no mar sua única fonte de esperança. Um homem que trava uma batalha consigo e que resiste até perder todas as suas forças; que ama o mar e o conhece como se esse fosse uma extensão de si mesmo. Um velho pescador que ama sua presa, não pelo que ela é, mas pelo que representa: força, resistência, persistência, beleza e coragem. Coisas, essas, que almeja e inveja, que já teve um dia, mas que a idade o privou de continuar a tê-las. Ao prender o Espadarte, ao vencê-lo, quer provar, não só para si mesmo, mas para todos, que ainda tem as qualidades que vê em sua presa.
Em suma, a história de Hemingway é um conto de reflexão. Onde o homem trava uma batalha consigo. Batalha que se dá através da pesca, que usa o peixe como ponte entre o homem e seu eu interior. "O Velho e o Mar" é envolvente, reflexivo. Uma ótima leitura, de escrita simples. Por ser pequeno (128 páginas), trata-se de uma leitura rápida também. No entanto, é uma história que permite muitas interpretações, pois o entendimento do livro está naquilo que se extrai dele.

Até o próximo post.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Emma

Emma é um bom livro. Excelente, na verdade. Escrito por Jane Austen e publicado em 1815. A escritora tem um jeito peculiar de escrita e bem apropriado para a época em que viveu. As moças, sobre as quais escreve, são donzelas de reputação inteiramente confiável. Emma não poderia ser diferente. Rica, sempre que pode, ajuda os mais necessitados. No entanto, faz isso mais como um alívio para sua consciência. Mimada, pelo pai e pela Sra. Weston, acredita poder manipular as situações, mas - na maioria das vezes - é carregada por elas e acaba por sentir-se desiludida ao perceber que algo tão óbvio não teria sido percebido por ela antes.
Além de rica, é inteligente e acredita-se superior à muitos vizinhos da região, mas não deixa que isso afete seu comportamento para com qualquer pessoa, é sempre educada, divertida e tenta mostrar-se animada e disponível. Por tédio ou divertimento, resolve ajudar Harriet Smith. Uma moça bonita, mas extremamente tola, cuja família é desconhecida até o desfecho final do livro. Levada pelos conselhos e comentários de Emma, apaixona-se por qualquer um que lhe oferecer um pouco de atenção. Além de quase perder a única chance que teria de uma vida conjugal feliz.
Outro personagem de muita presença é o Sr. Knightley. Vizinho de Hartfield, onde habitam os Woodhouse. Seu irmão John Knightley é casado com a irmã de Emma, Isabella. Sr. Knightley nutre um afeto real pelos vizinhos. Sempre muito próximos, é um conselheiro fiel do Sr. Woodhouse - pai de Emma. Um velho hipocondríaco, mas que ama a filha e não suporta mudanças.
O enredo ainda conta com ilustres personagens como Frank Churchill e Jane Fairfax e o Sr. e Sra. Elton. Esses últimos, acreditam-se muito superiores aos habitantes de Highbury. Emma os considera os novos ricos da região, cujo comportamento beira o insuportável. Eles, obviamente, se veem longe dessa perspectiva, acreditando que todos sentem imenso prazer em tê-los em sua companhia.
O desfecho final não é, certamente, inimaginável, mas não deixa de oferecer algumas surpresas ao leitor. Como outros romances de Jane Austen, a escritora critica a sociedade em que vivia, uma sociedade de aparências e, muitas vezes, hipócrita. Emma, diferente de Fanny Price (personagem de Mansfield Park), não é submissa, muito menos ingênua. Essa é uma das coisas mais agradáveis nos romances da Jane, as personagens sempre apresentam um caráter único, elas têm personalidades diferentes. E, pode ser que Emma não seja nenhuma Elizabeth Bennet (Orgulho e Preconceito), mas sua personalidade é tão forte quanto. Emma é aquela mulher que sabe seu valor, não espera menos do que merece, mas não deixa de mostrar-se agradável aos outros. Pode ser que seja um tanto egoísta e mimada, mas tem esta vontade de corrigir seus erros, que é tão apreciável.
De fato, Emma é uma personagem que cresce ao longo da trama, que aprende a ser menos presunçosa. E o Sr. Knightley é merecedor de parabenizações por ser um dos que mais participa nesse crescimento de caráter.
Em suma, Emma é um livro altamente recomendável. Uma história envolvente e leve. A leitura é agradável e o final da história mais ainda. Contudo, vindo isso de uma admiradora da Jane Austen, não se pode confiar plenamente nos meus julgamentos. Já como uma apreciadora de livros em geral, acredito ser esse um dos romances mais tranquilos que já li.

Até o próximo post.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Coisas que pensei em fazer, mas não fiz.

O Caleidocrítica não vai ser um blog comum - talvez seja. A ideia surgiu enquanto conversava com uma amiga sobre coisas que gostaria de fazer e acabei deixando de lado. Porque isso realmente acontece. A gente acaba criando novos interesses e esquece que algum dia sonhou em ser astronauta. Não, não são esses os meus planos futuros. A verdade é que gosto de escrever e nunca fiz mistério sobre isso. Tenho um blog há alguns anos já e, sempre que posso, posto algum texto novo. Só que faltava alguma coisa. Escrever sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo é interessante, mas é legal discutir um assunto mais seleto. E é sobre isso que esse blog se trata. Com a ajuda da minha principal colaboradora - Carolina Forleo -, pretendo discutir sobre os livros que li e filmes que vi. Dentre muitas outras coisas, claro. Aqui é um espaço sobre tudo: viagem, literatura, música, culinária. Espero que vocês fiquem tão empolgados quanto eu e minha amiga. Comentários serão liberados, porque não queremos falar só dos nossos interesses, queremos ouvir o que vocês têm para contar.

Até o próximo post.