O livro não conta somente a história de um velho pescador que, com um pouco de sorte, agarra o maior peixe que já viu, mas narra a jornada de um homem que vê no mar sua única fonte de esperança. Um homem que trava uma batalha consigo e que resiste até perder todas as suas forças; que ama o mar e o conhece como se esse fosse uma extensão de si mesmo. Um velho pescador que ama sua presa, não pelo que ela é, mas pelo que representa: força, resistência, persistência, beleza e coragem. Coisas, essas, que almeja e inveja, que já teve um dia, mas que a idade o privou de continuar a tê-las. Ao prender o Espadarte, ao vencê-lo, quer provar, não só para si mesmo, mas para todos, que ainda tem as qualidades que vê em sua presa.
Em suma, a história de Hemingway é um conto de reflexão. Onde o homem trava uma batalha consigo. Batalha que se dá através da pesca, que usa o peixe como ponte entre o homem e seu eu interior. "O Velho e o Mar" é envolvente, reflexivo. Uma ótima leitura, de escrita simples. Por ser pequeno (128 páginas), trata-se de uma leitura rápida também. No entanto, é uma história que permite muitas interpretações, pois o entendimento do livro está naquilo que se extrai dele.
Até o próximo post.
Sempre quis ler Ernest Hemingway. Acho que este post me deu uma ideia de por qual livro começar :)
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